Estácio de Sá - A nascente cultura carioca.


Estácio de Sá - A nascente cultura carioca.

Estácio, um espaço democrático
Por Luís Alberto Prado
 Povoado durante a modernização do Rio,implementada pelo prefeito Pereira Passos no início do século XX, o Morro de São Carlos foi afetado pela chamada política do bota-abaixo. A ação visava abrir novas ruas, construir novas edificações e derrubar os deteriorados casarios dos tempos coloniais. Muitos cortiços e moradias de baixa renda foram ao chão e seus habitantes, expulsos. Como herança dessa política, São Carlos teve sua ocupação iniciada na mesma época, devido à sua proximidade com o Centro.

Evolução do bairro
Na primeira década do século XX, as obras de remodelação da cidade obrigaram a população que habitava os velhos cortiços a subir os morros da cidade, em busca de moradia. A famosa comunidade do Estácio foi uma das preferidas. O antigo Caminho de Mata-Porcos, então, viu passar levas de pessoas oriundas das mais diversas procedências. Entre elas, aquelas que formavam verdadeiras colônias de descendentes de escravos das mais diversas nações africanas, que povoavam o Rio de Janeiro.
A favela unia povos que a intolerância religiosa mantinha afastados quando moravam nas cabeças de porco da velha cidade colonial. Essa migração misturou, num mesmo espaço, pessoas de origens banto, iorubá, muçulmana (muçurumi) e outros cidadãos procedentes de diversos estados do Brasil. Esse fenômeno foi fundamental para as culturas afro-brasileiras se mesclarem, criando um terreno fértil para o desenvolvimento do samba.
Caldeirão cultural
Inicialmente, a localidade foi ocupada por imigrantes italianos, loteamento feito pelos herdeiros da família Santos Rodrigues, que ali tinha uma chácara. Posteriormente, pessoas que foram despejadas de suas casas no centro da cidade ocuparam o Morro Santos Rodrigues. Com o passar do tempo, levas de imigrantes de todas as partes do Brasil escolheram o Estácio para suas moradias no Rio de Janeiro. Às comunidades negras, agora, se somavam as tradições populares nordestinas e seus folclores. O local se transformou em um rico caldeirão cultural e num espaço democrático para onde todos convergiam. Não somente povos de origem africana foram morar no Morro de São Carlos. Trabalhadores menos qualificados, empregadas domésticas, vendedores ambulantes, autônomos – que, a exemplo dos antigos negros de ganho, vendiam seus serviços sem qualquer vínculo trabalhista – e outros. Entre esses, as representantes de uma categoria não muito bem-vista pela sociedade, que batalhavam ali pertinho, na zona do meretrício. Com a mais antiga das profissões, vieram os malandros, os rufiões e os gigolôs.
As comunidades do Estácio estão entre as favelas mais antigas da cidade. Sua ocupação foi incrementada com o deslocamento do povo que vivia no Morro do Castelo, demolido na década de 1920, e pela população desalojada com as extinções de ruas para a construção da atual Avenida Presidente Vargas, na década de 1940. São Carlos, Mineira, Zinco, Larguinho, Querosene, Fogueteiro, Coroa, Turano, Fallet, Prazeres e Escondidinho formam hoje o complexo de favelas do bairro do Estácio.


fonte:
http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/603-estacio-um-espaco-democratico

 

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